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Marcadas por construções coloniais, as cidades da região são ótimos destinos para quem gosta de roteiros cheios de história

As maiores riquezas da arquitetura nordestina

O Brasil é um país muito diverso, e cada região tem traços únicos. Para quem gosta de história, viajar pelo território nacional é um prato cheio. Além da culinária, da cultura e dos costumes, a arquitetura das cidades revela muito sobre o passado delas.

O Nordeste é uma das regiões mais ricas nesse aspecto, até porque foi por lá que a colonização do país começou. Por isso, para quem gosta de viajar, tomar um ônibus da viação Itapemirim e fazer um roteiro que inclui várias cidades da região pode ser uma verdadeira aula.

As ruas estreitas e de pedra, marcos do período colonial, ainda são característica marcante na maior parte dos centros históricos. Muitas construções, mantidas e restauradas, guardam características que podem nos ajudar a entender o modo de vida de quem habitava as cidades nordestinas na época de suas fundações.

Sobrados


Os sobrados dos bairros tradicionais de muitas capitais do Nordeste contrastam com as modernas construções dessas cidades, mas certamente estão entre os conjuntos arquitetônicos mais famosos e cheios de história da região.

Eles foram construídos no período colonial e serviam tanto de moradia, quanto de estabelecimento comercial — em geral, as famílias habitavam o segundo andar, enquanto as lojas eram montadas no térreo. Hoje, além de lojas, eles abrigam tradicionais centros culturais e turísticos.

Adornados e cheios de cor, os sobrados de Salvador, na Bahia, são destaques nas áreas históricas da cidade, como o Pelourinho. Em São Luís, no Maranhão, as moradias ganharam revestimentos de azulejos e se tornaram uma marca da cidade.

Igrejas


O número indefinido de igrejas em praticamente todas as cidades da região também é marco da época da colonização. Elas foram construídas pelas caravanas religiosas que chegaram ao país junto aos portugueses.

Por conta de sua origem, as igrejas são marcadas por elementos renascentistas e barrocos, que estavam em alta na Europa naquele período. Em razão das várias reformas pelas quais a igreja católica passou, é comum que as construções misturem vários estilos.

Algumas têm fachadas simples, mas é comum que escondam verdadeiros tesouros em seus interiores, com ornamentos rebuscados e luxuosos, até mesmo banhados por pedras preciosas e ouro. Outras já chamam atenção logo de entrada, com torres marcantes, como as da Igreja de São Pedro dos Clérigos, em Recife.

Fortes


Outro elemento arquitetônico muito comum, especialmente nas cidades litorâneas, são os fortes. Erguidos em lugares estratégicos, eles carregam marcas de vários períodos da história. Funcionavam, basicamente, como bases militares que protegiam o território contra invasões estrangeiras.

Hoje, desativados, os fortes se transformaram em mirantes e pontos turísticos. Em muitos, funcionam museus, onde é possível entender como os traços da arquitetura se relacionam com os hábitos e as tradições da sociedade que viveu na época em que eles foram construídos.


Platibandas


As platibandas, espécies de muretas que escondem o telhado, também são tradicionais em muitas cidades do interior e capitais, como Recife, Natal, Salvador. A intenção, na época, era transformar casas em comércios e prédios públicos.

As platibandas também servem para ajudar no escoamento da água das chuvas nas ruas. A solução se popularizou no Nordeste na década de 20, e é comum encontrar o ano de conclusão daquela casa nas estruturas.

No entanto, para além dessa função prática, elas eram fortes elementos ornamentais da época, e continuam sendo até hoje. Várias têm características góticas e neoclássicas e, atualmente, muitas delas são adornadas com esculturas, conchas e arcos, que impressionam os turistas e os estudiosos.
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