Museu do Inhotim tem previsão de reabertura parcial para dia 7 de novembro

Instituto está fechado há mais de seis meses devido à pandemia 

Museu do Inhotim

Desde o dia 18 de março, o Instituto Inhotim, considerado o maior museu a céu aberto do mundo, tem mantido suas portas fechadas em razão da pandemia do novo coronavírus. No entanto, com a redução do número de casos na região, a instituição já tem previsão de reabertura parcial nos próximos meses.

Em seu site oficial, o instituto já avisou que a reabertura deve acontecer no dia 7 de novembro, com todos os cuidados, seguindo um protocolo de segurança para inibir a contaminação pelo vírus. Quem planeja visitar o museu, já pode garantir passagem na Saritur, por exemplo.

Além das medidas de higiene, haverá uma redução na quantidade de visitantes que poderão entrar, bem como uma restrição quanto aos dias em que o museu vai estar aberto à visitação, tudo para permitir um retorno seguro para todos. 

Instituto Inhotim


Idealizado pelo empresário Bernardo de Mello Paz, em meados de 1980, o espaço foi fundado em 2002, como Fundação do Instituto Cultural Inhotim, uma “instituição sem fins lucrativos, destinada à conservação, à exposição e à produção de trabalhos contemporâneos de arte, desenvolvendo ações educativas e sociais”.

Os dados estão disponíveis no site do instituto, no qual é possível conhecer um pouco mais sobre a sua história, a programação da semana e os valores de entrada. Ainda existe a possibilidade de fazer uma visita virtual pelos jardins e pelas galerias, por meio do Google Art Project.

Inhotim ficou famoso graças à sua imensa estrutura, que abriga um jardim botânico e um complexo de arte contemporânea em um mesmo ambiente. São 140 hectares de pura beleza, com exposições de obras de arte permanentes, além de mostras temporárias — são mais de 700 trabalhos de 200 artistas do mundo inteiro.

O espaço ainda conta com a presença de mais de 5 mil espécies de plantas, incluindo aquelas em vias de extinção, tudo isso em Brumadinho, localizado a 60 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte.

Além disso, Inhotim é palco de grandes eventos e shows, atraindo ainda mais o interesse de quem deseja conhecer esse lugar único. 


Fechamento temporário


Quando a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, no início do ano, vários lugares precisaram ser fechados para evitar aglomerações de pessoas e, consequentemente, a propagação do vírus. Com o Instituto Inhotim, não foi diferente.

O fechamento do museu aconteceu no dia 18 de março, seguindo dessa maneira desde então. Em razão disso, vários cortes orçamentários acabaram sendo feitos pela gestão do instituto, que extinguiu provisoriamente todos os cargos de diretoria e 20% dos empregados.

Esse não foi o primeiro baque que o museu sofreu, pelo contrário. Nos últimos três anos, Inhotim vem sofrendo com fatores que obrigaram o fechamento temporário ou a queda no número de visitantes.

O primeiro impacto aconteceu em 2018, quando o espaço passou a exigir o cartão de vacinação dos visitantes devido ao aparecimento de casos de febre amarela. No ano seguinte, houve a tragédia na barragem de Brumadinho e, em 2020, a quarentena imposta pela COVID-19.

Tais dificuldades, porém, foram e estão sendo pouco a pouco dribladas, como afirmou Antônio Grassi, diretor-presidente do instituto, em entrevista à CNN Brasil: “nós criamos formas de nos recuperar, de fazer com que esses problemas que a gente vive possam se transformar em bateria, para nos reerguer sempre”. 

Retorno gradual


O dia da reabertura está marcado para 7 de novembro, mas os preparativos para abrir as portas do museu novamente começaram bem antes, ainda no mês de agosto. 

Desde então, a direção do Instituto Inhotim tem se organizado para implantar todos os protocolos sanitários e, com isso, permitir a volta do público de forma segura. Nessa reabertura, por exemplo, apenas 10% da capacidade total, o que corresponde a 500 visitantes, será permitida.

Independente de quando for feita a visita ao Instituto Inhotim, de algo você pode ter certeza: ela será inesquecível.