História da geladeira: saiba tudo sobre esse eletrodoméstico

Aparelho gerou impactos no cotidiano, no mercado de trabalho e na medicina. 

A geladeira é um eletrodoméstico indispensável nos lares familiares de hoje. Responsável pela conservação dos alimentos, o eletrodoméstico com motor revolucionou a sociedade contemporânea, não apenas no que diz respeito à nutrição, mas também a outras áreas. 

História da geladeira

Você sabe a história por trás dessa invenção e como ela evoluiu ao longo do tempo? Neste texto, entenda a trajetória do aparelho e descubra como ele mudou a vida das famílias para sempre.
 

Protótipos da geladeira


Desde o século XVIII, já existiam formas de refrigeração artificial, mas ninguém sabia como transformar esse conhecimento em um equipamento capaz de ser utilizado em grande escala. Em 1748, o cientista britânico William Cullen foi o primeiro a apresentar um modo de refrigeração artificial. No entanto, ele não chegou a elaborar um projeto prático suficiente para tornar-se realidade.

Quem conseguiu o feito foi o norte-americano Oliver Evans, em 1834. Ele criou a primeira máquina prática de refrigeração, sendo também o primeiro a utilizar vapor em vez de um líquido refrigerado.

O avanço do aparelho continuou na década seguinte. O inventor e médico estadunidense John Gorrie usou um refrigerador a vapor moderno para gerar gelo e refrescar o ambiente de enfermos com febre amarela. Isso transformou o uso do aparelho, que ganhou uma importância definitiva na medicina. 

Nascimento da geladeira moderna


O primeiro aparelho que se assemelha aos que estão nas casas das pessoas atualmente surgiu em 1857. Contratado por uma empresa alimentícia local, o australiano James Harrison criou um refrigerador capaz de manter os produtos em temperatura baixa.

O objetivo da proposta era refrigerar algo apreciado por milhões de pessoas hoje: a cerveja. A máquina foi um sucesso e mudou os processos da indústria. No mesmo ano, foi construído o primeiro vagão de trem refrigerado para transportar carnes. Isso alterou para sempre o comércio de alimentos.

Em um primeiro momento, o uso era exclusivamente industrial. Entretanto, desde que a ideia deu certo, já havia interesse em criar uma versão doméstica do aparelho, que pudesse conservar alimentos perecíveis e refrigerar bebidas.

O Domelre foi a primeira geladeira a ser utilizada em domicílio, em 1913. Ela foi criada pelo inventor Fred W. Wolf Jr., feita com o propósito de ser um equipamento compacto, montável e fácil de plugar em qualquer tomada.

Outro modelo que fez sucesso foi o Monitor-top, produzido pela General Eletrics. Lançado em 1927, ele gerava tanto calor no compressor que o dispositivo era mantido no topo, protegido por uma capa. O modelo teve mais de um milhão de unidades vendidas. 

Importância da geladeira


Esse eletrodoméstico mudou a sociedade mundial para sempre, afetando os mais diversos campos. Um deles foi a nutrição, com a população ficando melhor alimentada. Isso porque, antes, em locais de clima ameno, as carnes duravam poucas horas sem a refrigeração. As frutas também duravam apenas alguns dias.

Outros alimentos, como verduras, leite e derivados, também deviam ser consumidos imediatamente, caso contrário, não serviam mais para alimentação. Com a geladeira, as famílias puderam armazenar e conservar tudo o que consumiam por mais tempo, o que impactou em uma melhora da alimentação.

Com a refrigeração, também foi possível exportar carnes e frutas, de forma que muitas populações passaram a comer alimentos que não tinham acesso antes. A geladeira permitiu a criação dos supermercados, o que colaborou para o processo de emancipação feminina que ganhou força no século XX.

Isso porque, com a geladeira, não era mais necessário comprar e cozinhar alimentos todos os dias. Isso deu maior liberdade para as mulheres, que passaram a trabalhar fora e alteraram a dinâmica do mercado de trabalho.

Outro impacto notável ocorreu na medicina. A geladeira permitiu a conservação de remédios e sangue, o que melhorou o processo de transfusão. A tecnologia também possibilitou que as vacinas não se deteriorassem, facilitando o transporte até locais mais isolados e prolongando a vida útil.