Cerveja faz bem para a saúde?

Se você adora brindar uma cerveja com os amigos, veja alguns dos possíveis impactos da bebida na saúde humana.

Cerveja

A cerveja é a bebida alcoólica mais consumida pelos brasileiros. Na praia, no almoço com a família nos fins de semana, em festa de casamento e formatura, no happy hour com os amigos. Não faltam ocasiões em que a bebida é a mais procurada pelas pessoas.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Cerveja, em 2017 o país teve um consumo anual de cerveja de 14,1 bilhões de litros da bebida, o que promoveu um faturamento de R$107 bilhões.

Se você adora e costuma consumir cervejas saborosas e fica na dúvida sobre o impacto dela na saúde, veja alguns aspectos sobre isso e como consumi-la.

Rins


Uma pesquisa publicada em 2013 no Clinical Journal of the American Society of Nephrology apontou que o consumo moderado de cerveja pode reduzir em até 40% as chances de surgimento de pedras nos rins, pois se trata de uma bebida diurética, o que aumenta a eliminação de urina.

A principal função dos rins é eliminar toxinas, manter o equilíbrio hídrico do organismo e produzir hormônios e vitamina E. Nesse sentido, é importante evitar o consumo exagerado de cerveja, pois isso sobrecarrega os rins, já que o álcool atua em uma glândula no cérebro que inibe a produção do hormônio que controla a absorção de água por eles, além de ser um risco para portadores de hipertensão arterial.

Diabetes


O consumo moderado de cerveja também reduz as chances de desenvolver diabetes, de acordo com um estudo realizado na Universidade de Barcelona em parceria com o Instituto Carlos III de Madrid e o Hospital Clínico de Barcelona.

Os pesquisadores apontaram que consumir até uma caneca da bebida por dia pode ajudar a reduzir os níveis glicêmicos e aumentar a sensibilidade à insulina (hormônio secretado pelo pâncreas capaz de permitir a entrada de glicose nas células para a produção de energia).

Doenças cardiovasculares


Alguns pesquisadores também apontam que o consumo moderado de cerveja acompanhado por uma dieta balanceada pode ajudar a prevenir problemas cardiovasculares mais graves como acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio.

Além de ter uma concentração alcoólica reduzida em comparação a outras bebidas (como o vinho e o whisky), a cerveja contém ácido fólico, ferro, cálcio e vitaminas, nutrientes importantes para garantir a saúde do sistema cardiovascular.

Isso ocorre porque a ingestão moderada de cerveja pode favorecer a função cardíaca. O recomendado é ingerir até uma caneca por dia. Uma dieta balanceada para promover esse efeito deve conter elementos como azeites, oleaginosas, grãos, cereais, frutas, legumes, peixes e pouquíssimo consumo de carne vermelha, além da não inclusão de alimentos embutidos.

Imunidade


Outra pesquisa publicada na revista científica Annals of Nutrition and Metabolism aponta que, após ser submetido ao processo de fermentação, o levedo presente na cerveja pode ativar um grupo de células de defesa do organismo (macrófagos). A principal função desse tipo de célula é realizar a fagocitose. A função dos macrófagos pode sofrer variações dependendo da região do organismo em que eles atuam.

Para quem gosta de cerveja, é importante prestar atenção não só no tipo e qualidade da bebida, mas também à quantidade ingerida, pois o consumo exagerado desse produto ocasiona doenças como cirrose no fígado, esteatose hepática e hepatite alcoólica, além de aumentar as chances de doenças cardiovasculares.

Além disso, é importante manter os exames médicos em dia e verificar com um profissional a quantidade recomendada para o seu organismo. Alguns sintomas podem indicar que o consumo de cerveja está exagerado, desde dores abdominais, pressão sanguínea mais elevada e inflamação no pâncreas.